Sobre ser pioneira num negócio de vanguarda.

Dia 13 de julho de 2020 fez sete anos que inauguramos a lojinha mais vanguarda que a Vila Madalena já viu!





Tão vanguarda, mas tão vanguarda, que as pessoas só entravam na loja pra perguntar o que era um alforje. Se eu encapava cadeira. Se eu fazia barra de calça. O que é um alforje? E claro: "onde fica a Rua Mourato Coelho?". Também perguntavam muito se eu fazia alforje pra vender em restaurante - pensando que alforje se tratava de alfajor. Hoje dou risada, mas na época sofri um bocado.


Costumo dizer que a Alforjaria tem mais dois papéis além da sua missão principal: o ato pedagógico e o gesto político.


Ato pedagógico porque a gente ainda não tem uma cultura ciclística consolidada, então às vezes (sempre) a gente precisa ensinar quais são os acessórios mais legais desse universo. Como se portar no trânsito, quais itens de segurança são imprescindíveis, etc.


Sem querer - querendo - a gente mostra que pra andar de bike não precisa usar spandex e nem speed é o único tipo de bike. Legal pra quem gosta, mas o jardineiro que vai trabalhar de barra-forte também é ciclista, tá? A moça que leva o filho pra escola na cadeirinha também é.


E gesto político porque numa cidade desenhada pra carros, sair de bike é muito subversivo. Não canso de dizer isso. A galeria de clientes chama Galeria Subversiva por isso (vocês são tudo foda demais). A Alforjaria acaba promovendo a mobilidade urbana, muito além de ser apenas uma confecção de acessórios.


Quase todos os consultores de negócios que eu conheci me disseram a mesma coisa: o seu nicho é muito específico. Você não vai ter sucesso se não ampliar seu leque de produtos. Ouch!


É verdade! Meu "nicho" é especifissíssimo e é também especialissíssimo (essas palavras existem?).


Eu trabalho com ciclistas. Quer nicho mais incrível?


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